domingo, 27 de março de 2011

Esperteza como qualidade

O senso comum a respeito do que é considerado qualidade ou não varia de acordo com a localidade.

A mentalidade da sociedade nas relações sociais, profissionais e pessoais pode explicar muito a respeito das ações e interações das pessoas.

Utilizando a máxima de que tudo tem um porquê, podemos fazer uma análise das pessoas e seus comportamentos.

No caso do Brasil, uma categoria como a qualidade, abrange a esperteza como um dos itens mais importantes de se ter. Em contrapartida, na Europa observamos o trabalho como qualidade principal que o povo deve procurar.

A grande questão é classificar o que é necessário para ser “esperto” no Brasil e na Europa, e o que é a qualidade do trabalho nos dois locais.

A esperteza está associada com o oportunismo do indivíduo em relação aos outros, ou seja, é observar aquilo que ninguém observou, como por exemplo uma promoção de algum produto que ficou mais barato, podendo assim mostrar para os outros que se deu bem.

A esperteza que é demonstrada entre os políticos, de contornar as leis e fazerem à seu modo é na verdade um espelho do próprio povo e da mentalidade que tem como prioridade.

O trabalho tem como característica o esforço, a dedicação e a evolução em benefício a sociedade, a busca por melhorias e descobertas. A busca pela excelência da função que se executa, também está entre as principais características do trabalho na Europa. O lucro ou rendimento do trabalho está associado ao mérito e é consequência de um trabalho bem executado.

No Brasil, trabalho é mais considerado como oportunidade de “ganhar dinheiro” realizando-o no menor esforço e menor espaço de tempo, portanto o objetivo mais importante não é a qualidade final do trabalho e sim o lucro. Quanto maior o lucro e menor o esforço, maior o grau de esperteza do indivíduo.

A conclusão que obtenho das duas culturas de trabalho e da maneira como é observada, é de que somente no Brasil a esperteza é uma qualidade.

terça-feira, 15 de março de 2011

Governo da metrópole

Após o período de chuvas na cidade e de desculpas esfarrapadas dos políticos podemos verificar com maior clareza que nada será feito novamente. Isso se dá e se perpetue por causa da falta de memória e da pouca cobrança exercidade pelos eleitores e cidadãos de São Paulo. Com um discurso mal intencionado do governo e da prefeitura, nossos representantes elegem o mal tempo como o culpado das catástrofes… ora vemos ao redor do mundo condições piores que são tratadas com tecnologia e maior preocupação com a população. A má vontade, negligência e falta de planejamento imperam na gestão atual, onde se leva as políticas públicas com uma morosidade sem igual.

O rio Tietê tinha a promessa de nunca mais encher com as fortes chuvas… passaram apenas alguns meses e verificamos o discurso falho e equivocado de nossas autoridades.

A grande questão que coloco é que o governo governa para as elites, visto que as chuvas, transporte e outras dificuldades da cidade parecem não afetar a classe dominante de nossa sociedade paulistana. Isto explica a morosidade com os problemas verdadeiramente reais da maioria.

Sem mais.

O realista.

Retificação

Estou postando com o intuito de retificar o post anterior, a tragédia japonesa tem realmente dimensões enormes e deixará uma marca triste na história do país

sábado, 12 de março de 2011

Haiti x Japão

Não é partida amistosa de esporte, mas algo mais sério…

O terremoto que assolou o Japão no dia 11/03 foi um dos piores da história do país com consequências graves para a população.

Outra tragédia que ocorreu a pouco tempo e não pode ser esquecida é o terremoto do Haiti que ocorreu a alguns anos.

O que gostaria de ressaltar para um debate é a diferença existente no tratamento do problema, seja estrutural, político e internacional.

O Japão é formado por um conjunto de ilhas que compoe seu território. O país esta localizado no pacifico em uma região que sofre com a fúria de maremotos, terremotos e tempestades, além das movimentações das famosas placas tectônicas. Felizmente, o país conta com estrutura necessária para lidar com o problema.

O Haiti é um país extremamente pobre, que sofre com problema parecido, no entanto, não possui estrutura para lidar com as dificuldades decorridas das intemperies da natureza.

Na imprensa acompanhamos atentos toda a ajuda e atenção que o Japão recebeu, numa movimentação muita rápida, tanto financeira como apoio técnico e humano, uma resposta até mais rápida do que a do Haiti. A observação que faço dos dois países é que até hoje o Haiti sofre com o que ocorreu a anos, o Japão em pouco tempo se recuperará, independente de ajuda externa.

No Haiti, o número de vitimas foi muito maior do que no caso japonês e o destaque, ajuda e movimentação no caso haitiano foi muito menor… será que a vida dos haitianos tem menor valor do que a dos japoneses…?

O que acontece realmente, o que pesa é a parte econômica, a importância que tem o Japão na questão internacional entre seus parceiros econômicos… portanto a ajuda se dá não pelo número de vítimas e sim por uma questão política sistemática.

O jogo político internacional é como um jogo de xadrez, onde você possuir peças de diferentes tipos uma mais importantes que outras e a peça vital no jogo é o Rei. Neste caso, quem você sacrificaria primeiro: o Rei ou o peão… ou melhor quem protegeria melhor: o peão ou um rei ou uma rainha… aí está o problema da política nas relações internacional no que tange a vida das pessoas… esta não é tão considerada… o individuo sozinho e sua vida não tem valor para a política e a questão mundial.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Os dois lados da moeda…

Primeiramente, quero me justificar pelo fato de ter ficado tanto tempo sem postar no blog. Este hiato é justificável pela correria e imprevistos de nossa vida, este é uma lado da moeda, porém, se pensarmos com calma, quantas vezes poderíamos ter realizado uma tarefa ou uma oportunidade e deixamos para depois ou perdemos o interesse? A resposta é que quando nos dispusermos a realizar algo devemos ir até o final. A nossa vida é como um filme e os capítulos e o final da história somos nos que contamos.

Introdução à parte, o intuito de estar voltando a escrever é a de que aprendi uma lição que a primeira vista parece simples, mas é de uma vital importância para o seguimento de nossas vidas, pelo menos a minha. Ocorre que quando enfrentamos os fatos da vida, sejam os bons ou maus, devemos nos atentar para encará-los como coisas naturais que vem e vão, tudo se modifica, nada é eterno, mas quem decide a forma como encará-los é a gente mesmo. Nossas escolhas percorrem um caminho básico que é o livre arbítrio, o que permite tomarmos o rumo e a maneira de seguir. Aconselho sempre vermos o lado bom de todas as coisas, sejam elas boas ou ruins.

Um exemplo deste argumento que estou expondo é que no dia de hoje, apesar de todo o tempo no trabalho, trânsito e chuva, consegui enxergar um lado bom e abstrair uma lição para minha vida, tomei uma chuva sem igual, mas ao invés de reclamar de estar molhado e frio, resolvi direcionar minha mente para aproveitar o momento e imaginar o momento como se estivesse em uma cachoeira, curtindo os pingos gelados de água sobre o meu corpo, desta maneira passei por uma experiência rara e boa, dificil de ser explicada… mas o ponto que quero destacar é o de que decidi condicionar a minha mente a ver desta forma, somos nós que temos a decisão de ver as coisas à nossa maneira, ninguem mais.

Bom, acho que era isso que queria dizer… apesar deste blog ser voltado para a discussão política e social, queria muito expor esta situação que esta mais para um olhar filosôfico que um político, mas que é de grande valia como experiencia de vida.