O senso comum a respeito do que é considerado qualidade ou não varia de acordo com a localidade.
A mentalidade da sociedade nas relações sociais, profissionais e pessoais pode explicar muito a respeito das ações e interações das pessoas.
Utilizando a máxima de que tudo tem um porquê, podemos fazer uma análise das pessoas e seus comportamentos.
No caso do Brasil, uma categoria como a qualidade, abrange a esperteza como um dos itens mais importantes de se ter. Em contrapartida, na Europa observamos o trabalho como qualidade principal que o povo deve procurar.
A grande questão é classificar o que é necessário para ser “esperto” no Brasil e na Europa, e o que é a qualidade do trabalho nos dois locais.
A esperteza está associada com o oportunismo do indivíduo em relação aos outros, ou seja, é observar aquilo que ninguém observou, como por exemplo uma promoção de algum produto que ficou mais barato, podendo assim mostrar para os outros que se deu bem.
A esperteza que é demonstrada entre os políticos, de contornar as leis e fazerem à seu modo é na verdade um espelho do próprio povo e da mentalidade que tem como prioridade.
O trabalho tem como característica o esforço, a dedicação e a evolução em benefício a sociedade, a busca por melhorias e descobertas. A busca pela excelência da função que se executa, também está entre as principais características do trabalho na Europa. O lucro ou rendimento do trabalho está associado ao mérito e é consequência de um trabalho bem executado.
No Brasil, trabalho é mais considerado como oportunidade de “ganhar dinheiro” realizando-o no menor esforço e menor espaço de tempo, portanto o objetivo mais importante não é a qualidade final do trabalho e sim o lucro. Quanto maior o lucro e menor o esforço, maior o grau de esperteza do indivíduo.
A conclusão que obtenho das duas culturas de trabalho e da maneira como é observada, é de que somente no Brasil a esperteza é uma qualidade.
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