quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Venezuela e sua DEMOCRADURA!
Hugo Chávez ganhou o direito de se reeleger indeterminadamente ao poder. Foi o que o plebiscito realizado no último domingo indicou. A maioria, 54% da população venezuelana votou a favor da situação, não só de Chávez, mas de todos os prefeitos e vereadores.
Dessa maneira o atual presidente, que já está no poder há 10 anos, poderá concorrer nas próximas eleições gerais em 2012.
Tecnicamente Hugo Chávez não é um ditador. Ele, presidente, usou de meios democráticos para conseguir o que queria. Claro que com o uso da máquina pública as coisas ficam mais fáceis.
O que proponho neste espaço é exatamente discutir a política que Chávez utilizará nesses próximos anos, tendo em vista que deverá ficar no comando da Venezuela até 2019.
O fato é que as coisas não vão bem para nossos vizinhos. A Venezuela sofre com uma violenta inflação de quase 40% e uma enorme pobreza. As coisas tendem a piorar ainda mais agora com um turbulento cenário econômico mundial.
A carta que Hugo tinha nas mãos não é mais um trunfo. O petróleo, produto responsável por 80% do comércio exterior do país, vem desabando desde o agravamento da crise, no último trimestre do ano passado.
Os EUA, principal cliente venezuelano, reduzem fortemente a compra de petróleo e o país tende a caminhar para um déficit comercial para esse ano.
Os indicadores sociais também não são bons. O desemprego que vinha caindo volta a subir rapidamente e a desigualdade social também, assim como a nossa, é enorme. Sem falar nos problemas de segurança pública e de narcotráfico.
Chávez adota uma postura populista e fala o que o povo quer escutar. Bate de frente com os EUA, esnoba Bush, arranja problemas com Lula e se alia a Rússia. Impossível ser mais popular.
Talvez por conta desses adjetivos ganhou o direito de “terminar a revolução que começou há 10 anos atrás”. Sabemos que nunca é bom a uma nação ter somente um líder por tantos anos assim. Sabemos muito bem disso.
Toda “REVOLUÇÃO” começa com ufanismo e patriotismo e sempre termina com um enorme desgaste e a perda total da razão e sobriedade. Por ambas as partes.
Agora, só nos resta aguardar se Hugo Chávez ficará mais 10 anos ou não. E o mais importante, como vai governar seu país até lá.
Sinceramente, eu não sei. Para falar a verdade eu não gostaria de vê-lo até 2019.
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