quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Hambre Cero.
Nessa semana vi na televisão um ótimo documentário sobre a Nicarágua. Contava sobre a revolução nicaraguense, na época em o país entrou em rota de colisão com os Estados Unidos por conta da Guerra Fria. Além de falar dos anos de ditadura militar e todo contexto social e econômico deste pequeno país da América Central.
Uma coisa me chamou muita a atenção: um programa chamado Hambre Cero. Isso mesmo, o mesmo que temos aqui no Brasil. Aliás, não é bem o mesmo não. Existem algumas grandes diferenças nos dois projetos, e quero utilizar esse espaço para discuti-las.
Quando nosso presidente assumiu em 2003, uma das primeiras leis que aprovou foi a do programa Fome Zero. Diga-se de passagem que ele, Lula, utilizou uma MP para cria-la.
O programa surgia como grande idéia para diminuir a desigualdade social em nosso país. Depois ele acabou se ampliando e tornou-se o Bolsa Família.
Passados mais de cinco anos de sua implantação, realmente houve redução nos índices de desigualdade social e renda. Claro que não é mérito exclusivo do Bolsa Família, mas sim do bom momento econômico que tivemos, com geração de empregos e maior renda familiar.
O que podemos apontar de negativo no programa é sua própria execução. O Fome Zero apenas distribui dinheiro para as pessoas sacarem no banco. É aquela história: damos o peixe mas não os ensinamos a pescar.
Esse caminho escolhido nos traz diversas perguntas. O que as pessoas exatamente fazem com o dinheiro? As pessoas continuam trabalhando, mesmo recebendo o auxílio?
Sim porque existe uma faixa salarial para participar do programa. Outro problema é que os cidadãos atendidos fazem filhos e mais filhos para aumentar esse bônus.
Será que apenas dar dinheiro garante que as pessoas saíram da linha da pobreza e ascenderam socialmente?
Vamos analisar o Hambre Cero, a proposta nicaraguense.
A proposta deles não se limita apenas a depositar o dinheiro na conta do cidadão cadastrado. No pacotão estão inclusos um animal, verduras, ferramentas para plantação além do ensinamento de técnicas de cultivo. A idéia é ensinar ao cidadão como pescar o peixe.
Com essas atitudes o governo de lá, sabe exatamente como o cidadão está usufruindo do auxílio.
Com esse programa eles, Nicarágua, não só diminuem a enorme diferença social. Também conseguem movimentar a economia, gerar empregos e aumentar a renda dos mais pobres.
Não só pensando na geração de renda e emprego, o governo local também quer aumentar os níveis educacionais do país. Junto com o Hambre Cero, foi iniciada uma espécie de "maratona do alfabetismo" para essas famílias mais pobres. Dessa maneira a mão-de-obra se valoriza ainda mais.
Comparando os dois projetos, podemos dizer que o nicaraguense é mais completo. Atende melhor as necessidades dos cidadão, e, de quebra aumenta os indicadores sociais e econômicos.
Podemos aprender muito com eles. Ao invés de olharmos para tão longe, para os desenvolvidos e de "1° Mundo", vamos olhar para aqueles que têm os mesmos problemas e criam grandes idéias que pode nos servir de exemplo. A realidade bate. Entendeu?
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