segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Não foi bem uma marolinha.
Mais um dia de caos na capital paulista. Salvem-se quem puder.
Tive a oportunidade, ou o tremendo azar, de acompanhar mais uma enchente no bairro do Ipiranga.
A água começou a subir rapidamente na rua Lima Barreto, uma transversal da avenida Dom Pedro I. Pessoas corriam desesperadas, levantavam chapas de ferro, baixavam portas e janelas para proteger suas casas. Nessa altura a avenida Teresa Cristina- paralela da Dom Pedro I- já se fazia confundir com um rio furioso.
Corri para a Dom Pedro e vi mais uma cena que me assustou. Uma quantidade enorme de carros estacionados nas calçadas e canteiros centrais. Desta vez vi pessoas desesperadas para salvar seus automóveis das ruas que enchiam rapidamente. Afinal, o IPVA a pouco pago por esses pobres contribuintes não podia ser em vão.
Logo o trânsito se formou na região. E a chuva não parecia dar trégua. E meu ônibus não passava.
O que me preocupa acima de tudo, é que sei que esta não será a última vez que o bairro da independência irá alagar. Nem que muitos outros sofrerão pela última vez.
Amanhã as pessoas acordarão, se é que vão dormir, lavarão as ruas e as casas cheias de barro e contabilizarão os prejuízos.
Será que a prefeitura irá indenizar algum morador? Acredito que não.
Mas não é de responsabilidade dela, prefeitura, limpar boieiros, córregos, rios e etc?
Deveria ser. Mas nesse caso o estado não cuida nem do Rio Ipiranga e nem o Rio Tamandauteí.
É claro que muitos de nós contribuímos, jogando lixo e mais lixo nos rios da cidade.
Quando é que vamos parar de aceitar essas condições? Começar a contestar nossos representantes? Quando é que vamos perceber que nosso voto têm muito poder?
Pode ser que essas perguntas não serão respondidas amanhã ou depois. Temos que nos sacrificar e batalhar para as próximas gerações não sofrerem tudo de novo. Garantir o futuro das próximas gerações e da cidade em que moramos.
Depois de algum tempo esperando no ponto, o ônibus finalmente passou. Lotado como sempre. No percurso, fiquei pensando naquela já famosa frase do presidente Lula. Aquela da marolinha.
Pois é, quem esperou por uma marolinha na tarde de hoje se deparou com uma enorme enchente que destruiu tudo por onde passou. E ainda há aqueles que dirão que viram um tsunami. Por quê não?
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